Mendes: “Não podemos espalhar o caos; não haverá pedalada”

O governador do Estado Mauro Mendes, que enviou a mensagem à Assembleia.
FOTO: ALAIR RIBEIRO
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o Governo do Estado não utilizará recursos destinados aos municípios e outras finalidades para aliviar o rombo nos cofres do Executivo, a chamada “pedaladas fiscais”.

“Não podemos espalhar o caos aos municípios de Mato Grosso e, por isso, não haverá pedalada fiscal nas contas do governo. O que é de direito dos municípios será repassado a eles. Esse é o nosso compromisso”.

A declaração está contida na mensagem encaminhada por Mauro Mendes (DEM) à Assembleia Legislativa, na última segunda-feira (5). Coube ao chefe da Casa Civil Mauro Carvalho fazer a leitura do texto.

Segundo Mendes, ao longo do mês de janeiro o Executivo efetuou - dentro do cronograma estipulado em lei – todos os repasses relativos ao Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica (Fundeb), por exemplo.

A declaração soou como uma alfinetada no ex-governador Pedro Taques (PSDB), já que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia no ano passado apontou pedaladas do tucano.

O documento da comissão, com mais de 2 mil páginas, mostrou que que apenas do Fundeb foram retidos mais de R$ 500 milhões.

Questionado se acredita que Taques cometeu pedaladas, o secretário Mauro Carvalho preferiu não emitir um posicionamento.

“Nós nos responsabilizamos pelo nosso Governo. No nosso Governo, nós respeitamos as datas que a lei preconiza e foram pagos religiosamente em dia. Vamos continuar fazendo esses repasses constitucionais durante os quatro anos do Governo Mauro Mendes”, resumiu.

Demais repasses

Ainda na mensagem lida por Carvalho, o Executivo também afirmou que no últimos mês efetou dentro dos prazos os repasses dos duodécimos dos Poderes.

“O Legislativo e o Judiciário, além do Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Defensoria Pública já receberam o valor do duodécimo referente ao mês de janeiro. Vamos respeitar a independência entre os Poderes. Pois, nesse momento de ajuste fiscal, precisamos da ajuda de todos e da harmonia entre nós”, diz trecho do texto.

FONTE: CAMILA RIBEIRO / MIDIANEWS

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