Quando atípica no animal, a doença não representa risco ao homem. FOTO: REPRODUÇÃO
O Ministério da Agricultura está avaliando uma suspeita de caso atípico de vaca louca ocorrido em Mato Grosso.

O caso está sobe investigação, mas ainda sem confirmação se é uma Encefalopatia Espongiforme Bovina, a chamada doença da vaca louca. O governo deverá ter o resultado nos próximos dias.

Segundo um representante do Ministério, é muito cedo para qualquer avaliação. O órgão, como medida preventiva, faz muitas checagens de controle de sanidade dos animais, e esta foi mais uma.

Neste caso, o animal, devido às dificuldades de transporte, teria ficado muito tempo no caminhão e chegou prostrado no frigorífico, o que altera ainda mais o sistema nervoso.

Essas investigações de sanidade animal são frequentes pelo técnicos da Agricultura. Se o caso for confirmado, porém, não será o primeiro no país.

O Brasil já teve dois casos atípicos confirmados, em 2014, também em Mato Grosso, e em 2010, em uma fazenda de Sertanópolis, norte do Paraná. Nessa ocasiões, países chegaram a barrar a carne brasileira, mas país conseguiu manter status de risco insignificante para a enfermidade.

A chamada doença da vaca louca, quando atípica, não se configura em risco para a saúde humana, segundo a OIE (Organização Mundial da Saúde Animal).

O caso de Sertanópolis foi confirmado como uma manifestação atípica da doença. O animal era uma vaca de 13 anos, idade semelhante à do caso atual. Quanto mais velhos, mais os animais são suscetíveis à doença.

O caso clássico de vaca louca provém de alimentação dos bovinos com proteínas de outros animais. Já os casos atípicos são de aparecimento espontâneo, sem ligação com alimentação. São provocados por degeneração celular.

FONTE: MAURO ZAFALON 
DA FOLHA ONLINE
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