Nobres será contemplada em programa do governo federal que vai injetar R$200 mi no turismo

'Refúgio Azul', em Nobres
O Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae e a Embratur, lançou na última terça-feira (28) o programa ‘Investe Turismo’, que tem por objetivo unir setor público e iniciativa privada para preparar e promover a competitividade de 30 rotas turísticas estratégicas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Em Mato Grosso, as cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Nobres, Cáceres e Poconé foram incluídas nos destinos, junto a outros 145 municípios do Brasil. O investimento inicial do programa, em todo o páis, será de R$ 200 milhões.

As cidades de Mato Grosso integram três regiões: região turística metropolitana (Cuiabá), região turística Circuito das Águas (Chapada dos Guimarães e Nobres) e região turística Pantanal Mato-grossense (Cáceres e Poconé).  

De acordo com a assessoria do Ministério, a ideia é aumentar a qualidade da oferta turística das rotas selecionadas. Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o Investe Turismo muda a lógica de atuação no setor. “Se sozinhos temos um orçamento enxuto, quando unimos forças temos um mundo de oportunidades. Vamos provocar uma transformação na gestão do turismo nessas rotas estratégicas, ampliando o fluxo de turistas nesses destinos e a geração de negócios, empregos e renda por meio do turismo”, ressalta.

O ministro ainda explicou que a intenção é fazer da indústria de Viagens um impulso econômico para toda a região Centro Oeste. “Queremos aprimorar a experiência turística dos visitantes que buscam esses destinos para conhecer a diversidade natural do Pantanal, da Chapada dos Veadeiros e de Bonito, por exemplo, ou de conhecer os patrimônios históricos mundiais da capital brasileira e da Cidade de Goiás. É hora de converter nosso potencial turístico em negócios, empregos e renda”, destaca.

Segundo o diretor-presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, a região CentroOeste combina dois grandes diferenciais turísticos: “ao mesmo tempo que é o símbolo do modernismo arquitetônico, tem um bioma com rica e diversa vida selvagem. O Programa Investe Turismo atuará no fortalecimento desse produto que territorialmente é estratégico e já tem uma governança que atua de forma integrada”.

O programa também possibilitará a entrega de um Plano Integrado de Posicionamento de Imagem do Brasil, um Plano Nacional de Atração de Investimentos e a implantação de um Mapa do Turismo Inteligente. Prevista no Plano Nacional de Turismo 2018/2022, a primeira ação tem como foco identificar e definir um novo posicionamento do Brasil como destino turístico. Por meio de uma plataforma online, o mapa vai identificar e georreferenciar iniciativas inovadoras de empresas, instituições e órgãos públicos do setor de turismo nas 27 UFs.

Um conjunto de ações está prevista pelo programa, que agrega a interlocução de gestores públicos, lideranças empresariais e membros dos conselhos municipais e instâncias de governança regionais de turismo em um plano de gestão focado em uma agenda integrada para o desenvolvimento de cada região. Serão realizadas, por exemplo, visitas técnicas nacionais e internacionais para identificar as melhores práticas de inovação e qualificação dos produtos e serviços turísticos também está no escopo do trabalho que será realizado pelo Investe Turismo.

Serão feitas, também, parcerias para melhorar e ampliar a cobertura de internet em destinos estratégicos; apoio aos movimentos de intervenções criativas de espaços públicos (a exemplo do movimento Urban Hacking), cartilha para investidores com um passo a passo sobre como implantar empreendimentos turísticos, além de seminários em cada rota turística estratégica.

O programa entende como ‘rota turística estratégica’ o agrupamento da oferta turística de um ou mais municípios, para fins de planejamento, gestão, atração de investimentos, promoção e comercialização turística.
 
Dentre os critérios utilizados estão a participação no município no Mapa Brasileiro do Turismo 2018 nas categorias A, B, C ou D; ter destinos já promovidos em âmbito nacional pelo Ministério do Turismo e pelo menos um consolidado no mercado internacional; e ter patrimônios mundiais da humanidade, eleitos pela Unesco, nas rotas contempladas. Também foram considerados aspectos como acesso, conectividade, venda conjunta e existência de projetos de consolidação das rotas como produto turístico.

Veja mais informações sobre o programa AQUI.

FONTE: OLHAR DIRETO
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