Governador pede a inclusão de estados e municípios na reforma. FOTO: REPÓRTER MT
O relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara Federal, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) decidiu tirar estados e municípios do parecer lido nesta quinta-feira (13) e debatido na Comissão Especial até 24 de junho. A votação do colegiado deve ocorrer numa terça-feira (25).

Samuel Moreira também excluiu no texto original, enviado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), a proposta de capitalização, na qual o trabalhador tem uma poupança particular que vai financiar a própria aposentadoria no futuro.

Com a decisão, governadores e prefeitos terão que se movimentar conseguir convencer sua base de deputados a incluir, novamente, os estados e municípios na proposta durante votação no Plenário.

O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo disse que Mato Grosso irá trabalhar por uma emenda reinserindo os estados e municípios na PEC.

“Os governadores já estão publicamente favoráveis à reforma da Previdência. Se querem mais envolvimento, certamente haverá no plenário da Câmara”, afirmou Gallo ao Repórter MT.

No último dia 5 de maio, durante visita do presidente Jair Bolsonaro ao Estado, o governador Mauro Mendes fez um apelo à bancada federal de Mato Grosso para que não deixasse de incluir estados e municípios na Reforma da Previdência.

“Deputados e senadores, pelo amor de Deus, não deixem os estados e municípios fora dessa reforma. Ela é importante para que daqui a poucos anos a gente não tenha que trabalhar exclusivamente para pagar aos nossos aposentados. É legítimo, um direito, mas têm tantos outros brasileiros que estão tendo seus direitos cerceados. Não sobra dinheiro para cuidar da saúde, das estradas, das escolas e tantas outras obrigações de responsabilidade do Poder Público”, pediu Mauro Mendes.

O democrata disse ainda que a reforma é o “que o Brasil não fique atolado no seu crescimento e na sua geração de emprego”.

O texto original do Governo Federal previa uma economia de R$ 277,4 bilhões para os estados em dez anos.

FONTE: RAFAEL DE SOUSA
DO REPÓRTER MT
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