Professores interditam Avenida do CPA e devem fechar rodovias e ponte em novas manifestações

REPRODUÇÃO
Os servidores da Educação, que estão em greve desde do dia 27 de maio, fecharam um trecho da avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), na tarde desta segunda-feira (05), em Cuiabá. Além disto, após a deliberação para que o movimento continue, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) anunciou novos protestos em rodovias e na ponte Sérgio Motta.

Após deliberarem pela continuidade da greve, os servidores também definiram um novo calendário de manifestações. A categoria decidiu montar acampamento na praça do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e atravessou a avenida do CPA (pelo viaduto da Sefaz) em direção ao Palácio Paiaguás.


Na próxima terça-feira (06), está previsto um ato na ponte Sérgio Motta, que liga Cuiabá a Várzea Grande, ás 06h30. Durante a tarde, uma manifestação em Várzea Grande também deve acontecer.

Na quinta-feira (08), estão previstos atos em BRs pelo interior e também na rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), na saída para Chapada dos Guimarães.

Greve continua

Os servidores da Educação decidiram enfrentar a ameaça de demissão feita pelo governador Mauro Mendes (DEM), nesta segunda-feira (05), e deliberaram por manter a greve. A paralisação perdura desde o dia 27 de maio e continua, desta forma, sem prazo para acabar. Um Processo Administrativo Disciplinar deve ser aberto contra os paradistas, caso o chefe do Executivo cumpra com a promessa feita.

Demissão

O Governo do Estado estuda dar início a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e demitir profissionais da educação que estão em greve há 71 dias em Mato Grosso, paralisando o atendimento em cerca de 40% de um total de 757 unidades escolares. No último dia 30, a justiça declarou o movimento abusivo e determinou o imediato retorno sob multa diária de R$ 150 mil. Mesmo assim, o sindicato deliberou por não recuar da paralisação.

Nova proposta

O governador Mauro mendes (DEM) fez uma nova proposta aos servidores da Educação, que estão em greve desde o dia 27 de maio deste ano, para terminar com o movimento paradista. Nela, o Executivo se compromete a usar todo espaço fiscal aberto abaixo de 49% da receita corrente líquida para concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios.

A condição imposta pelo governo, em reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), deputada Janaína Riva (MDB), entre outros parlamentares da base, é que todo espaço fiscal aberto abaixo de 49% da receita corrente líquida será usado para a concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios na seguinte proporção:

A) 75% do espaço aberto para a TGA de todas as categorias do Poder Executivo
B) 25% do espaço aberto para os aumentos remuneratórios já concedidos por lei 

Na mesma proposta, o governo deu um exemplo de como funcionará: se houver espaço fiscal de R$ 100 milhões (diferença apurada entre o índice de gastos com pessoal e os 49% previstos na LRF), serão projetados os impactos da RGA dentro de R$ 75 milhões e dos aumentos remuneratórios no patamar de R$ 25 milhões.

FONTE: Wesley Santiago
DO OLHAR DIRETO
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