Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) — Foto: Assessoria
O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa, o delator da Lava Jato Lúcio Funaro e do presidente do Grupo Amaggi, Judynei Carvalho, foram convocados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga a suspeita de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas.

A assessoria da Amaggi afirmou, por meio de nota, que o grupo ainda não foi notificado quanto à referida convocação. De todo modo, a companhia está aberta a prestar todos os esclarecimentos a respeito do tema.

O G1 tenta localizar a defesa do ex-governador Silval Barbosa e de Lúcio Funaro.

Todos os requerimentos foram aprovados na tarde desta quinta-feira (5).

A convocação do ex-governador Silval Barbosa se deve a necessidade de explicação a respeito crimes de sonegação fiscal cometidos no período de 2009 a 2014 em Mato Grosso.

Primeiro ex-governador do país a firmar um termo de colaboração premiada para contribuir com a Justiça em troca de redução de pena em processo criminal, Silval Barbosa confessou perante o Poder Judiciário que recebeu propina juntamente com ex-secretários estaduais para favorecer empresas privadas com incentivos fiscais.

Em decisão conjunta tomada pelos deputados Wilson Santos (PSDB), Max Russi (PSB) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), foi decidido convocar o doleiro e delator da Lava Jato Lúcio Funaro.


Em depoimento à CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em andamento na Câmara dos Deputados no dia 28 de agosto, Funaro afirmou que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, dono da JBS, poupou seu primo Fernando Mendonça, de Mato Grosso, em sua delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Já o presidente da Amaggi foi convocado para dar explicações do grupo empresarial a respeito do não-recolhimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Trata-se de uma cobrança que incide no setor produtivo e é destinado aos cofres públicos, sendo atualmente a principal fonte de recursos do Executivo para investimentos em infraestrutura e habitação nos 141 municípios de Mato Grosso.

O presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), considera as oitivas necessárias para, ao final, ser apresentado um relatório consistente com atribuições de melhorias.

A CPI ainda é composta pelos deputados Carlos Avalone (vice-presidente), Ondanir Bortolini, o Nininho (relator), Max Russi e Janaína Riva, estes dois últimos na condição de membros.

FONTE: G1 MT
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