A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga renúncias e sonegações fiscais ocorridas no Estado decidiu, na tarde de quinta-feira (03), suspender a convocação do ex-governador Silval Barbosa. Ele seria ouvido na próxima quinta-feira (10).

Fablício Rodrigues/ALMT
O adiamento já havia sido sugerido pelos parlamentares na última semana e foi defendido, nesta quinta-feira (3), pelo vice-presidente, deputado Carlos Avalone (PSDB), que reforçou o pedido de compartilhamento das colaborações premiadas de Silval e do ex-secretário de Estado, Pedro Nadaf, ao invés da convocação.

“Sinceramente não vejo necessidade desse depoimento que está sendo marcado para os próximos dias. Gostaria de sugerir que não fizéssemos essa convocação, mas sim apertássemos o passo pra que seja compartilhado com a gente a delação do Pedro Nadaf e a dele, para que pela delação, a gente pudesse tomar algumas providências importantes, mas não vejo, no meu ponto de vista, e pela linha que estamos seguindo aqui na CPI, a necessidade disso”, disse.

A proposta teve apoio dos deputados Nininho (PSD) e Janaina Riva (MDB), membros da Comissão.

Avalone e Nininho, membros da Comissão, foram citados na delação premiada de Silval Barbosa. No depoimento, Barbosa conta que foi procurado por Roberio Garcia, proprietário da Engeglobal, e Carlos Avalone, proprietário da Construtora Três Irmãos, teriam pedido para que ele fosse avalista de um empréstimo, pois estavam realizando obras da Copa e estavam sem dinheiro.

Ainda de acordo com o ex-governador, os empresários só pagaram os juros e que arcou com o débito de R$ 7 milhões sozinho com dinheiro de propina.

Antes da sugestão, o deputado comentou que o depoimento do doleiro Lúcio Funaro, delator da operação Lava Jato, na última semana, não somou aos trabalhos da comissão.

Depois de depoimento do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, Avalone comentou com Wilson que, estava ausente no início da sessão, de que os colegas estavam de acordo com a suspenção do depoimento do ex-governador.

Wilson retrucou e questionou se ele estava com receio da presença do ex-governador. Ele destacou que a convocação já havia sido aprovada e que não poderia ser rediscutida.

Avalone negou qualquer receio e lembrou que os delatores que foram ouvidos não acrescentaram nada nas investigações.

“Essa é uma opinião do senhor, inclusive o senhor ficou de entrar em contato por determinação da presidência da CPI com o Junior Mendonça para ele detalhar sobre sete a dez postos de combustíveis fantasmas. O senhor acha que isso não contribuiu?”, questionou Wilson.

Após discussões, o presidente acatou o pedido de Avalone e disse que a nova data para ouvir o ex-governador será decidida em conjunto pelos membros.

FONTE: REPÓRTER MT
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