REPRODUÇÃO
A secretária-geral do Sintep (Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), Miriam Ferreira Botelho, 59 anos, denunciou que foi espancada pela colega de trabalho, Guelda Cristina de Oliveira Andrade, 42 anos, que desempenha a função de secretária de políticas educacionais no sindicato, nas dependências da instituição.

Guelda é esposa de Henrique Lopes, ex-presidente do Sintep e suplente de deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores.

O caso acontece no dia 28 de setembro passado, mas só veio a público na tarde desta sexta-feira (01).

Miriam, após as agressões, passou por atendimento médico de urgência no Hospital Amparo em Rosário Oeste (97 km de Cuiabá), onde deu entrada com dores pelo corpo, hematoma no rosto e tontura.

No dia da agressão o sindicato realizava o Conselho de Representantes do SINTEP-MT, que discutia sobre o evento Congresso Estadual do Sindicato, programado para ser realizado entre os dias 28 e 30 de novembro, e no qual elas são responsáveis pela organização.

Segundo relato da vítima, as agressões começaram verbalmente, quando Miriam foi até à sala de Guelda pedir uma informação sobre mudanças de regras do estatuto do sindicado que serão discutidas no evento estadual em 28 de novembro.

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No entanto, a acusada se negou a responder e se manteve em silêncio. A vítima então insistiu e repetiu a pergunta e teve de resposta “na hora certa eu falo”. A secretária-geral disse que precisava da informação naquele momento e a agressora apenas respondeu “vai para puta que pariu”.

Mirian então, segundo o boletim de ocorrência, virou as costas e saiu, quando foi seguida por Guelda que a ameaçou: “Vou arrebentar você”. Em seguida, a sindicalista puxou a vítima pelos cabelos, começou a agredir com soco no olho, que quebrou os óculos da vítima.

No boletim de ocorrência consta ainda a agressora caiu e mesmo assim continuou chutando a mulher.

A vítima passou por perícia que comprova que as lesões apresentadas são compatíveis com a narrativa de Miriam.

De acordo com a vítima, foi feita a representação dentro do Sintep, onde existe uma comissão que vai avaliar a ocorrência administrativamente.

Foi feita a denúncia criminalmente que está tramitando e também na Vara Cível, para reparação de danos.

O RepórterMT tentou contato com a secretária Guelda, mas não fomos atendidos até a publicação desta reportagem.

O Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) emitiu nota à imprensa onde explica que tomou conhecimento dos fatos no dia da agressão, quando fez reunião preliminar para tratar os fatos e dar oportunidade para as envolvidas se manifestarem e instituiu comissão  específica para tratar o caso administrativamente.

A nota ressalta ainda, que o sindicato repudia qualquer ato de violência, seja física ou psicológica ou qualquer situação de intolerância ou qualquer situação que atente contra vida e a dignidade da pessoa humana.

Veja o vídeo



Veja a nota na íntegra

"Sobre os fatos de agressão física envolvendo as diretoras Miriam Ferreira Botelho e Guelda Cristina de Oliveira Andrade, o Sintep/MT esclarece:

Que tomou ciência dos fatos no mesmo dia do ocorrido e tem conhecimento que a situação está sendo tratada no campo jurídico e criminal;

Que realizou, no dia do fato, reunião de emergência para tratar preliminarmente os fatos, ocasião em que foi dada a oportunidade de manifestações das envolvidas;

Que esta entidade lamenta o ocorrido e repudia qualquer ato de violência, seja física ou psicológica ou qualquer situação de intolerância, assédio moral e/ou qualquer situação que atente contra vida e a dignidade da pessoa humana;

Informamos que o Sintep-MT constituiu Comissão Específica para tratar a questão e que serem tratadas a luz de suas disposições estatutárias.

Cuiabá, 01 de novembro de 2019.


Direção do Sintep/MT Livre, democrático e de luta".

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