Isolamento é recomendado para idosos e grupo de risco como prevenção ao coronavírus

Foto por: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Não são apenas pessoas contaminadas, ou com a suspeita da doença, que podem adotar o isolamento para evitar a disseminação do coronavírus (Covid-19). A recomendação do Ministério da Saúde, desde a última quarta-feira (11), é que pessoas acima de 60 anos, ou com doenças crônicas como a diabetes e doenças cardiovasculares, devem buscar o isolamento domiciliar e social de forma voluntária como meio de prevenção. Essas pessoas fazem parte do chamado grupo de risco, que representa a população mais vulnerável a complicações da doença.

A justificativa é que não há medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus, portanto, isolamento voluntário domiciliar é uma forma eficaz de prevenir novas infecções.

O alerta é reforçado após o registro da primeira morte pelo coronavírus no Brasil, que foi de um paciente de 62 anos, em São Paulo, que tinha histórico de diabetes e hipertensão. Até o momento não há confirmação oficial de Covid-19 em Mato Grosso, no entanto, o Ministério da Saúde registrou até as 18h10min do dia 17 de março, que o país possui 291 casos confirmados da doença e 8.819 casos suspeitos.

O objetivo central é inibir a propagação da infecção e a transmissão local por pessoas infectadas. Principalmente para o grupo de risco, o coronavírus pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas.

A contaminação acontece a partir do contato com pessoas que estão infectadas. Cumprimentar, beijar, compartilhar copos e talheres são algumas as atitudes que devem ser evitadas, já que a transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Fazem parte do grupo de risco além de pessoas com mais de 60 anos, pessoas que sofrem com asma, hipertensão, fumantes, diabéticos, e todos que possuem doenças crônicas.

Qual a diferença entre isolamento e quarentena?

O isolamento prevê que pessoas em grupo de risco, contaminadas e com suspeita, permaneçam em casa. Diferente do isolamento, na quarentena, toda a população passa por restrições e só pode sair de casa para medidas essenciais, como comprar comida e remédios. Neste caso comércios, shoppings, eventos, e locais onde há aglomeração de pessoas são fechados temporariamente. O Brasil não decretou quarentena.

Mesmo em isolamento domiciliar, pessoas do grupo de risco devem seguir algumas regras caso tenha contato com familiares e pessoas próximas: não ter contato com pessoas que estão contaminadas, ou sob suspeita; manter o protocolo de lavar sempre as mãos e utilizar o álcool em gel quando necessário, esterilizar superfícies com álcool, além de evitar tocar o rosto, olhos, nariz e boca.

Para quem o isolamento é obrigatório?

A separação de pessoas só é obrigatória em casos que sejam apresentados os sintomas (os principais são: febre, tosse e dificuldade para respirar), ou sem sintomas, mas que estejam em investigação clínica e laboratorial, dentro das restrições do protocolo. A determinação é feita com prescrição médica ou recomendação do agente de segurança epidemiológica, por um prazo de 14 dias - o prazo se estende se for comprovado o risco de transmissão.

Preferencialmente, o paciente deve ficar totalmente isolado em casa, no entanto, se houver agravamento do quadro, o paciente pode ser isolado em unidades hospitalares.

O Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. Em Mato Grosso, a normativa publicada prevê o isolamento de 14 dias para quem retornar de qualquer local que tenha caso confirmado de coronavírus, seja no país ou no exterior. Se a pessoa que retornou de viagem tiver tosse e falta de ar, a recomendação é procurar uma unidade de saúde.


Outras medidas importantes para a prevenção da doença

- lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
- evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- evitar contato próximo com pessoas doentes;
- usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
- não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
- limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
- manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

 Lorena Bruschi | Secom-MT