WF defende adiamento das eleições e uso de fundo partidário para combate ao coronavírus

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Em meio à guerra contra o coronavírus, o senador Wellington Fagundes defendeu, na última terça-feira (24), o adiamento das eleições municipais para 2022, além do uso do fundo partidário e a taxação de grandes fortunas como medidas para destinar fundos ao combate ao vírus.

O senador de Mato Grosso participou de uma sessão remota do Senado Federal. Segunod ele, o momento permite criar condições para que haja eleições gerais, simultâneas, para todos os cargos eletivos, em 2022.  “Não é de hoje que defendo essa proposta. Mas creio que a situação em função do Coronavírus nos abre essa possibilidade”, afirmou.
 
Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, formado pelo Democratas, PL e PSC, Fagundes se manifestou também favorável a destinação integral do  Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário para ações de combate ao Coronavírus e também para a garantia de emprego.
 
“Vivemos um momento extremamente preocupante, no campo da saúde pública, com reflexos muito efetivos sobre a economia e, sobretudo, o emprego – o que nos remete ao sustento das famílias. Nossa prioridade, portanto, é justamente encontrar os caminhos que permitam superar esse duro momento da vida da nossa população”, frisou o senador.
 
O congressista também defendeu urgência na apreciação do projeto de lei para permitir que os partidos destinem o dinheiro dos dois fundos nos casos de emergência nacional, reafirmou que o momento é de convergência e que a classe política possa dar respostas que a sociedade tanto espera.
 
Disse, ainda, apoiar a PEC proposta pelo senador Elmano Ferrer (Podemos-PI) e seus argumentos. Ao todo, são necessárias 26 assinaturas – o que tem sido mais difícil visto que os senadores estão em trabalhos remotos. “São poucos senadores em Brasília. Mas serei um dos seus signatários”.
 
Outra medida defendida pelo senador foi a taxação de grandes fortunas. Já está em tramitação um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que incidiria sobre patrimônio líquido superior a R$ 22,8 milhões, com alíquotas entre 0,5% e 1%.
 
Para Wellington, os recursos a serem arrecadados também podem ser revertidos ao combate ao novo coronavírus. Ele ressaltou, ainda, que a taxação de 1% das famílias mais ricas seria possível arrecadar R$ 80 bilhões.  “Com um pouco mais de aperto, seria possível dobrar o atual Orçamento da saúde”.

O projeto do IDF, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), considera grande fortuna o patrimônio líquido que excede o valor de 12 mil vezes o limite mensal de isenção do Imposto de Renda. “É uma matéria que vamos enfrentar com muita tranquilidade”, disse.