Mendes: “Decisão de abrir ou fechar comércio cabe aos prefeitos”

Victor Ostetti/MidiaNews
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que nos próximos dias o Estado deve estabelecer novos critérios e passar orientações aos 141 Municípios a respeito de medidas de isolamento social como forma de combater a pandemia da Covid-19 (o novo coronavírus).

De todo modo, segundo ele, quaisquer decisões a serem adotadas nas cidades serão de competência exclusiva dos prefeitos.

“O Governo do Estado vai orientar. A decisão se abre ou fecha o comércio é do município, já que existe uma realidade em cada um deles”, disse Mendes, ao ser questionado se poderia fixar um plano uniforme em todo o Estado.

“Não pode, por exemplo, dar o mesmo tratamento de Cuiabá e Várzea Grande, que concentram quase 1 milhão de pessoas, a uma cidade de 10 mil, 20 mil pessoas. A decisão é local”, emendou.

As declarações foram dadas na manhã de sexta-feira (17), durante visita as obras de ampliação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

Não pode, por exemplo, dar o mesmo tratamento de Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo, que concentram quase 1 milhão de pessoas, a uma cidade de 10 mil, 20 mil pessoas. A decisão é local

A unidade passará de 68 para 278 leitos. Neste primeiro momento, são disponibilizados exclusivamente a pacientes com Covid-19 que precisarem de internação hospitalar.

Do total de leitos, 40 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Estamos caminhando a passos largos para que em 30 dias possamos fechar a obra de ampliação. O que será um recorde absoluto no Estado: fazer uma obra de 210 leitos em praticamente 30 dias. E construção definitiva, não é provisória”, disse o governador.

Na oportunidade, ele voltou a descartar a possibilidade de construção de um hospital de campanha em Mato Grosso, a exemplo do que vem sendo realizado em outros Estados.

A principal justificativa, segundo ele, é o alto custo dessas unidades que seriam após um período desmontadas.

“Custa mais caro que isso aqui [Hospital Metropolitano]. Pegamos o orçamento das mesmas empresas que fizeram lá em São Paulo, que muita gente achou bonito. Mas o preço é mais alto e é por 4 meses apenas. Depois, se quiser mais um mês, tem que pagar uma média de R$ 3 milhões mês”, explicou.

“A implantação custaria em torno de R$ 15 milhões, R$ 16 milhões. Esse que estamos fazendo, com 210 leitos, ficará mais barato e é definitivo. Então, pergunto, quem está certo? Adotamos a melhor estratégia para entregar resultado a população gastando bem o dinheiro público”, completou.

FONTE: CAMILA RIBEIRO
DO MÍDIA NEWS