Pecuaristas de MT pedem mais prazo para a vacinação contra a febre aftosa por causa da pandemia

Em Mato Grosso, quase 30 milhões de animais devem ser vacinados — Foto: Leônidas Badaró/Secom
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) pediu ampliação de prazo para a vacinação do gado e búfalos contra a febre aftosa. Eles aguardam uma decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária. O pedido foi feito devido aos reflexos da pandemia do novo coronavírus.

Na campanha de vacinação quase 30 milhões de animais devem ser vacinados em Mato Grosso, a partir de maio. Animais de todas as idades devem tomar a dose da vacina nesta etapa.

Devido às medidas de prevenção nas fazendas, a Associação de Criadores pediu a ampliação do prazo de vacinação de 30 para 45 dias e, com isso, os trabalhos terminariam na metade do mês de junho.

“Nós solicitamos justamente para diminuir o trânsito nas propriedades porque as grandes propriedades do estado, e até algumas pequenas, fazem contratação de mão de obra externa à propriedade. Com a ampliação do prazo, temos a certeza de que há diminuição na necessidade de novas contratações”, afirma Daniella Bueno, diretora executiva da Acrimat.

Após o decreto estadual e municipal que determina o fechamento de comércios não essenciais, Daniella diz que as lojas agropecuárias estão tendo dificuldades nesse período e que o aumento do prazo também vai beneficiar os comerciantes.

“As lojas agropecuárias vão ter que fazer algumas adaptações, atender com horário marcado, agendar a entrega de vacinas, por isso também irão necessitar de mais prazo”, afirma.

A Acrimat aguarda a confirmação do Ministério da Agricultura e Pecuária sobre a extensão do período da campanha.

A Associação pediu ainda que os criadores comprovem a vacinação no Indea até o dia 20 de junho.

Em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (INDEA-MT) está de acordo com o novo prazo e anunciou que por enquanto estão suspensas as vacinações assistidas, em que as equipes, acompanham os trabalhos nas fazendas, inclusive na região de fronteira. O órgão de fiscalização alega que a comunicação poderá ser feita por e-mail.

FONTE: G1 MT