Secretário cita “lista de demandas” e confirma reunião com Teich

Victor Ostetti/MidiaNews
A primeira reunião entre o novo ministro da Saúde Nelson Teich e o governador Mauro Mendes (DEM) será realizada nesta quinta-feira (30), por meio de webconferência. Em pauta, uma série de cobranças, entre as quais a liberação de aparelhos respiradores já adquiridos por Mato Grosso.

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que também participará do encontro. A reunião, que é feita por regiões, também terá governadores e secretários de Saúde dos demais estados do Centro-Oeste.

“As demandas coincidentemente são de todos os secretários do País: cadê os respiradores prometidos pelo Ministério da Saúde? Vamos pedir que o Ministério não crie obstáculos para aqueles estados que já fizeram aquisição”, disse Figueiredo.

Ele reiterou o caso de Mato Grosso, por exemplo, que antes da pandemia da Covid-19, adquiriu aparelhos que até o momento não foram entregues, já que as empresas fabricantes tiveram sua produção “confiscada” pelo Ministério da Saúde.

“Temos contrato em mãos, ordem de fornecimento, mas a empresa está numa espécie de requisição administrativa do Ministério da Saúde e alega que o Ministério bloqueou toda fabricação”, explicou.

Se não recebemos da empresa, mas recebemos do Ministério da Saúde, ótimo. Mas até agora não recebemos nenhum. Temos que ter direito de receber o que fizemos aquisição

“Se não recebemos da empresa, mas recebemos do Ministério da Saúde, ótimo. Mas até agora não recebemos nenhum. Temos que ter direito de receber o que fizemos aquisição. Fora isso, há uma demanda por Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), demandas por testes, demanda pelo credenciamento e habilitação dos leitos feitos para atendimento Covid-198, dentre outras”, acrescentou o secretário.

“Contato zero”

Segundo Gilberto Figueiredo, há um sentimento entre os secretários de Saúde de esquecimento por parte do novo ministro.

Teich tomou posse no cargo no último dia 17, após a demissão de Henrique Mandetta.

“Após a troca, não tivemos contato com o novo ministro. Os secretários estão se sentindo um pouco esquecidos nesse momento de pandemia. É preciso reiniciar a interlocução”, disse.

“Ninguém entende mais de SUS no País do que os que atuam na área que são os secretários municipais e estaduais e os profissionais. Não há como enfrentar uma pandemia sem que o Sistema Único de Saúde esteja sendo ouvido por aqueles que estão na ponta”, concluiu.

FONTE: CAMILA RIBEIRO