Sob pressão, Planalto cogita novo diretor-geral para Polícia Federal

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
A essa altura do campeonato, vários nomes já estão sobre a mesa do presidente Jair Bolsonaro para substituir a indicação de Alexandre Ramagem à direção-geral da Polícia Federal. Nesta tarde, o presidente afirmou que não desistiu de Ramagem, apesar da pressão. "Eu gostaria de honrá-lo no dia de hoje dando posse como diretor da Polícia Federal. Eu tenho certeza que esse sonho meu, mais dele, em breve se concretizará", disse.

Há três nomes como plano B, no momento. O superintendente regional da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, é apontado como favorito na bolsa de apostas. Ele tem boa relação com a família Bolsonaro e com o próprio Ramagem. Em agosto do ano passado, na primeira crise com a PF, Bolsonaro também cogitou escolher Saraiva para o comando da corporação no Rio de Janeiro.

Com a decisão do governo de não pedir na Justiça para manter a indicação de Ramagem na direção-geral, o nome do secretário de Segurança do Distrito Federal voltou a ser ventilado. Anderson Torres, que também é delegado federal, conta com apoio de políticos da chamada bancada da bala.

Paulo Gustavo Maiurino, que foi Secretário de Esporte, Lazer e Juventude do governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo, também teve o nome levado até Bolsonaro. Maiurino atualmente é secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal, e de cara sofreria menos resistência na justiça.

Por enquanto, quem está no comando da PF é o diretor-executivo Disney Rosseti, que é apontado como um delegado próximo do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.

Policiais federais ouvidos pela coluna afirmam que a substituição do nome de Ramagem pode ser a única alternativa para restabelecer a estabilidade da instituição.

FONTE: CNN BRASIL