Emanuel acusa Mauro de criar cenário para seus candidatos

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), rebateu as acusações do governo do Estado de que teria impedido uma equipe de auditar os leitos de UTI voltados aos pacientes com covid-19, nos hospitais municipais. Emanuel lembrou da dívida que o Estado tem com o Município e disse que a atitude do Executivo Estadual foi "leviana e irresponsável".

Ele ainda comentou que querem politizar o assunto para elaborar um cenário eleitoral para seus possíveis candidatos à eleição municipal.

“Eu não vou entrar nessa onda de politização do assunto tão dramático e sério que já ceifou vidas na nossa Capital, no nosso Estado. Quero dizer que a prefeitura age sempre de forma linear, não fica atendendo anseios momentâneos de ficar pra lá e pra cá, chefe do executivo fala uma coisa e o secretário fala outra, não sabem o que fazem, inseguros”, disse o prefeito durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta quinta-feira (28).

“A prefeitura em nenhum momento agiu assim, não titubeou nenhum momento, fomos firmes com base técnica e científica não querendo adular seguimentos, setor e nem tomando medidas momentâneas”, complementou.

O Estado ingressou com uma ação judicial contra a prefeitura, na quarta-feira (27). O governo destacou que existe uma portaria do Ministério da Saúde autorizando a habilitação de leitos exclusivos para a covid-19, desde que a solicitação seja a solicitação seja conjunta entre município e estado.

Durante a transmissão nas redes sociais, o prefeito disse que ao invés de ajudar, o governo atrapalha e relembrou dívida de R$ 60 milhões à Saúde do Município.

“Eu não entendo o que os move fazer isso [processar a prefeitura]. Devem R$ 60 milhões à Saúde do Município de Cuiabá e não pagam. Só Deus, eu e minha equipe sabemos o sacrifício que é tocar a saúde pública da nossa Capital e, além de tudo, querem atrapalhar”, comentou.

Emanuel disse que entregou ao governo um plano de mitigação da covid-19 que contém informações sobre as medidas de assistência ao tratamento de pacientes e números de leitos de UTI e enfermarias. Além disso, ele comentou que protocolou um convite aos membros da Rede de Controle para visitar os leitos de UTIs.

“Foi justamente nessa semana que convidei. Eles são responsáveis, qualificados, técnicos sérios que não se movem por paixões politiqueiras eleitorais”, complementou.

Fazem parte da Rede de Controle membros da Controladoria Geral do Estado, Controladoria Geral da União, Ministério Público Estadual, Ministério Público de Contas e Ministério Público Federal.

“Com todas as críticas, erros e falhas, eu trabalho para avançar. Cuiabá cuida da saúde e da vida das pessoas e o Governo do Estado nos deve R$ 60 milhões. Não ajuda e ainda quer atrapalhar”, reiterou.

FONTE: REPÓRTER MT

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