MT terá mais de 300 mil casos confirmados de Covid-19 até setembro, aponta estudo

Foto: Departamento de Geografia/UFMT
Um estudo realizado pelo Departamento de Geografia da Universidade de Mato Grosso (UFMT) aponta que o estado deve atingir o número máximo de infectados pelo novo coronavírus até dia 3 de setembro, quando terá registrado 307.852 casos. A data, considerada o pico de infecção, será após 163 dias da confirmação do primeiro caso registrado.

Em 20 de março foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 em Mato Grosso. Até o dia 30 de maio, nos primeiros 72 dias, foram notificados 2.373 casos, sendo distribuídos em 91 municípios e em todas as regiões de saúde.

De acordo com o estudo, as maiores taxas de incidência foram observadas para as regiões Baixada Cuiabana, Araguaia Xingu e Sul Matogrossense.

Foto: Departamento de Geografia/UFMT
A previsão do novo pico foi feita por meio de projeções matemáticas, que consideram a proporção de infectados e o número acumulado de casos, e considerando que não haja alteração referente às medidas de controle.

As projeções para as regiões de saúde mostraram diferenças importantes na velocidade do aumento de número de casos, o que refletiu na variação entre as previsões de pico para cada região.

A partir das projeções, estima-se que seis regiões atingirão o pico no mês de agosto e outras cinco regiões na primeira quinzena de setembro.

Para as regiões Norte e Norte Araguaia Karajá, a estimativa é que atingirão o número máximo de casos em 78 e 95 dias, respectivamente. Já nas regiões Oeste e Centro Norte, o pico deve acontecer em cerca de 300 dias.

Foto: Departamento de Geografia/UFMT
Este rápido crescimento de casos afetando um maior percentual de habitantes indica que pode haver um forte impacto na demanda por acesso a leitos hospitalares e UTIs.

Entre essas seis regiões com rápido crescimento no número de casos, duas não possuem leitos clínicos ou de UTI exclusivos para a Covid-19: Araguaia Xingu e Norte Araguaia Karajá.

Além disso, a região Norte não possui leitos de UTI, apenas 20 leitos clínicos.

Após atingir o pico, deve-se atentar que a curva epidemiológica decresce, contudo, a desaceleração se dá lentamente, ou seja, a disseminação do vírus permanece, mas o número de infectados se espalha ao longo do tempo até cessar o número casos.

Embora a menor incidência, neste momento, seja na Região Noroeste, devido a sua alta taxa de contágio, o pico se daria de maneira rápida e com a maior proporção de infectados.

As regiões Noroeste, Alto Tapajós, Norte, Médio Norte, Araguaia Xingu e Norte Araguaia Karajá, que primeiro atingirão o pico de casos, serão as que têm a maior proporção de infectados.

As distintas dinâmicas da disseminação do vírus entre as regiões indicam a necessidade de medidas de supressão mais rígidas em regiões com maior velocidade no número de casos da doença.

FONTE: G1 MT

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