Bandidos usavam máscara de palhaço e luvas para assalto

João Vieira
Os 6 homens mortos pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), na manhã da última quarta-feira (29), usavam máscaras de palhaço, além de luvas e casacos. Dois deles, Leonardo Vinícius Pereira de Moraes e Gabriel de Paula Bueno, usavam tornozeleira eletrônica, que foram desligadas para a tentativa de assalto.

A informação foi repassada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Ronaldo Roque, nesta quinta-feira (30). Ao Gazeta Digital, ele conta que eles utilizavam máscaras na hora da abordagem, sendo que algumas delas eram de palhaços.

A figura do palhaço, no cenário da criminalidade, pode representar “ostentação”, segundo explica o comandante. Além disso, há o mito de que um palhaço tatuado no corpo pode indicar “um assassino de policiais”, ou que ele faz parte de uma quadrilha.

“Você não vê um cidadão comum, na atual conjuntura, usando uma máscara de palhaço. Os criminosos fazem questão de ostentar isso nas ações deles. Nós interpretamos que, provavelmente, queriam fazer uma ação, e colocaram aquela máscara como um sinal de ostentação mesmo. No cenário da criminalidade, quem porta tatuagem de palhaço, coringa ou anda com um objeto relacionado a essa figura, é uma questão de status da criminalidade”, explica.

Ainda conforme o comandante, todos estavam equipados com luvas e casacos fechados, provavelmente na tentativa de evitar identificação de digitais, sinais e tatuagens. A suspeita é que os 6 homens tinham se planejado para um grande assalto. No entanto, ainda não há informações sobre qual local eles iriam roubar.

Outra informação apontada pelo comandante, diz respeito aos veículos usados na ação. O Fiat Uno foi alugado e tinha placas de Belo Horizonte (MG). Já o Toyota Corolla, não estava no nome de nenhum dos envolvidos, porém, pertencia a um deles. A documentação ainda não foi transferida, segundo disse um dos familiares do suspeito.

As armas dos suspeitos também não estavam com o número de série raspado. Elas serão levadas para perícia, que identificará se eram roubadas.

Segundo levantamento feito pelo Gazeta Digital, os homens mortos tinham várias passagens criminais. Gabriel de Paula Bueno, 20, tem uma ficha criminal mais extensa. Ele tinha processos por roubo de carro, furto à agência bancária, tráfico de drogas, organização criminosa e corrupção ativa.

Entenda o caso 

Seis homens foram mortos em um conflito com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) na madrugada de quarta-feira (29), no bairro Itamaraty, próximo ao condomínio Belvedere, em Cuiabá. Eles estavam armados e planejavam cometer assaltos na região. Os 6 já foram identificados pela Politec e a PM investiga a conduta do soldado morto no caso e o uso de uma arma da corporação por um filho de policial na tentativa de assalto.

FONTE: GAZETA DIGITAL

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