Crendice popular faz preço maxixe disparar em Cuiabá; alta é de 125%

REPRODUÇÃO
A primeira semana de agosto começou com alta na cotação de preços de hortifrutigranjeiros no mercado atacadista, em comparação com o mesmo período de julho. Abóbora cabotiá, jiló, maxixe, quiabo, maracujá, maçã e o limão taiti tiveram aumento de valores acima dos 30% na cotação de venda, segundo análise de valores realizada na Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista de hortifrutigranjeiros da capital e região.

A procura por maxixe aumentou na pandemia. A crendice popular faz com que desavisados usem chá de maxixe como preventivo à covid-19. Esse pode ser um dos motivos da alta exagerada no preço.

No início do mês passado a caixa com 16 kg de maxixe custava R$ 40, e nesta semana está ao preço de R$ 90, com uma alta de 125% em apenas 30 dias. Em termos nutricionais, O legume é rico em zinco, antioxidante que atua no combate aos radicais livres, evitando inflamação do organismo; potássio – ótimo para os hipertensos, cálcio e magnésio, além de ser rico em vitaminas C e do complexo B. Daí a crença em combate à covid

OUTRAS ALTAS

Depois do maxixe  aparece o maracujá, que de R$ 30 saltou para 60 a caixa com 12 kg. A abobora cabotiá subiu 83%, passando de R$ 30 para R$ 55, a saca de 20 kg.

Já o quiabo no mês passado estava ao preço de R$ 50 a caixa com 14 kg, e nesta semana passou a custar R$ 75, representando uma alta de 50%. Logo atrás aparecem o jiló, a maçã, e o limão taiti. Esse último item de R$ 60 foi para R$ 80, a saca com 22 kg. O jiló de R$ 40 para R$ 60 a caixa com 15 kg, e a maçã de R$ 90 para R$ 130 a caixa com 19 kg.

Segundo a técnica de Desenvolvimento Econômico Social da Seaf, Doraci Maria de Siqueira, a explicação para essa onda de aumento se deve pelo período de seca, que prejudicou a maturação e, consequentemente, a colheita desses produtos. Com exceção da maça, que está na entressafra.

Queda  

Na contramão desse aumento, a cotação semanal de preços realizada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), aponta ainda que o alho, a batata lisa e a cebola tiveram redução.

De R$ 280 a caixa com 10 kg de alho foi para R$ 170, representando uma queda de 39%. A batata lisa, um item bem comum na mesa no brasileiro, reduziu de R$ 130 para R$ 100, a saca com 50 kg, com queda de 23%. E por último, a cebola nacional está custando R$ 65, enquanto que em julho a saca com 20 kg era vendida a R$ 80, queda de 19%.

Ainda conforme a avaliação da técnica da Seaf, Doraci Siqueira, que acompanha a variação dos preços dos principais itens da agricultura familiar, o aumento da safra nacional e a diminuição na importação desses produtos produzidos em países vizinhos, como Chile e Argentina, provocaram a redução de preços desses produtos.

FONTE: REPÓRTER MT