Que mundo estamos construindo para as próximas gerações?


Hoje, grávida, mais especificamente aos oito meses de gestação, imagino o mundo que gostaria para essa criança que está vindo. Um lugar mais igualitário e com valores, onde a saúde seja mais importante que o dinheiro, são os meus principais grandes sonhos.

A pandemia tem gerado um grande despertar de consciência no mundo em relação ao nosso impacto e o que é realmente necessário. A desigualdade social e a diferença de privilégios ficou escancarada, e deixa claro que a maioria da população está sem segurança do básico, como casa, água limpa, ar puro e alimento saudável.

Com grande parte das pessoas passando mais tempo em casa, o isolamento social também proporcionou uma análise sobre os hábitos de consumo. Nossa sociedade por muito tempo conectou o sucesso com os bens materiais adquiridos e valor econômico das coisas, mas hoje vemos que isso nem sempre será o motivador da felicidade e que os grandes exemplos podem ser pessoas que vivem de uma forma muito mais simples.

Há alguns anos eu venho me reconectando com a terra, me aproximando de pessoas como agricultores familiar e orgânico, comunidades locais e povos indígenas. Para promover a mudança que eu quero no mundo, no meu trabalho eu busco dar visibilidade para essas populações que estão em contato com a natureza, produzindo itens necessários sem agredir nosso planeta.

Eu sei que nem todo mundo tem uma profissão ou um trabalho como o meu, onde é possível promover a mudança de forma real e escalável, mas se cada um de nós começar uma pequena mudança, o impacto positivo será enorme. E para isso, não é preciso atitudes radicais. O simples ato de refletir sobre os produtos que consumimos no dia a dia e o impacto da produção e existências deles para o mundo já é uma evolução muito grande. Cada escolha que você faz tem impacto e automaticamente te conecta com quem produz, logo você se torna parte da solução ou do problema.

Eu também já estive em um lugar em que eu achava que minha parte era muito pequena para uma mudança positiva no todo. Hoje, busco gerar reflexão em todos a minha volta, porque sim, a sua atitude vai se refletir no futuro. E ela não ocorre somente para o benefício individual, ou da sua família, e sim para todos.

O maior legado que quero deixar pras próximas gerações é que uma empresa pode ser regenerativa para a natureza e economicamente sustentável, com reconhecimento justo para todos os envolvidos na cadeia. Não é fácil já que temos que quebrar paradigmas, mas a co-criação funciona e as soluções socioambientais se tornam mais lucrativas à médio prazo para os empreendedores, produtores, consumidores e para o planeta!

Te convido a fazer parte desta mudança com essa reflexão: Assim como tratamos uns aos outros, nós tratamos a Terra e todas as relações. Como você quer ser tratada? Como você quer tratar a Terra? O que você deseja deixar para as futuras gerações e qual impacto você causa dia a dia?

Sobre Marcella Zambardino

Formada em design pelo SENAC, Marcella Zambardino sempre utilizou essa ferramenta como meio de transformação social e ambiental. Em 2016, ao repensar hábitos de consumo, desenvolveu sua primeira linha de produtos de limpeza consciente. Foi assim que nasceu a Positiv.a , empresa B que cria soluções para cuidar da casa, do corpo e da natureza. Por meio de produtos e serviços, a marca dedica-se a restabelecer o equilíbrio entre meio ambiente e sociedade. Atualmente, Marcella é Co-CEO da Positiva dividindo o posto de CEO com Leandro Menezes.

*O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal ROSARIO NEWS.

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