Vaiado em inauguração com Bolsonaro, Mendes rebate críticas do agro

Mayke Toscano/Secom

O governador Mauro Mendes (DEM) foi vaiado durante o lançamento de uma usina de etanol em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), que teve a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Logo que foi chamado para discursar, as vaias iniciaram. Mendes cumprimentou os manifestantes e disse que era legítimo eles "usarem o exercício da democracia", mas que não só taxou os setores, mas que também "cortou na carne". 

Mendes deixou a entender que as vaias ocorreram por causa da minirreforma tributária, que alterou os valores das alíquotas da cobrança em vários setores da economia, como o agronegócio.  "Nós sim cobramos uma taxação do agronegócio. Mas cobramos da indústria, do comércio, cobramos do servidor e cortamos na carne dentro do governo. Cortamos centenas de cargos comissionados", disse após ouvir gritos de "fora".  

O governador também afirmou que as vaias viriam de algumas pessoas, porém, fará o que é "correto por Mato Grosso e para a maioria da nossa população". "E não tenho dúvida que a maioria no final irá reconhecer esse esforço", completou.  

Mauro voltou a realizar o mesmo discurso, de que assumiu um governo quebrado, com "salários atrasados, hospital fechado". "Sabem que o que estou falando é verdade. Mato Grosso estava literalmente quebrado em janeiro de 2019. Assumimos o governo, e vocês que estão usando a democracia sabem que isso é uma verdade".

Porém, disse que vem cumprindo a missão que recebeu, de consertar o Estado, com "com a mesma coragem que o senhor assumiu a presidência presidente", disse se referindo a Bolsonaro.

"E é com coragem que nós já mudamos esse estado de Mato Grosso. Não é com medo, com medo de vaia, com medo daqueles não compreendem a realidade. Depois que assumi e vocês sabem disso, não houve nenhuma paralisação mais no hospital de Sorriso", seguiu defendendo a sua gestão.  

Mauro Mendes também anunciou que irá lançar em 2021, o que chamou de maior investimento de infraestrutura dos últimos 20 anos, se comparado, proporcionalmente, com os demais estados.  "Ano que vem nós teremos um programa de mais de 5 mil pontes. É o maior programa brasileiro de Pontes. Aqui em Sorriso um novo hospital, em Sinop um novo hospital. E se vocês não querem isso, nós  tínhamos que ficar exatamente como nós estávamos". 

No final Mendes agradeceu a presença do presidente, e sua coragem para "mudar o país". Também participam do evento os senadores Jayme Campos (DEM), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), assim como deputados federais e estaduais e prefeitos da região.

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FONTE: GAZETA DIGITAL

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