Cuiabá registra 43ºC por dois dias seguidos e acima de 40ºC por 13 dias consecutivos

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

As poucas e rápidas pancadas de chuva que caíram em pontos isolados de Cuiabá não ajudaram a diminuir o calor nas últimas semanas. A capital mato-grossense registrou, na última segunda-feira e terça-feira (05 e 06), temperaturas na casa dos 43ºC, medidos na sombra.

Na segunda-feira, os termômetros da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram a máxima de 43,1ºC, enquanto que na terça-feira a temperatura chegou a 43ºC. Nestes dois dias, a mínima registrada foi de 27,4ºC.

Desde o dia 24 de setembro Cuiabá tem registrado temperaturas acima dos 40ºC. A forte onda de calor fez o Inmet emitir um alerta de grande perigo, inclusive com risco de morte por hipertermia.

No dia 30 de setembro deste ano, a capital mato-grossense bateu os 44ºC na sombra, quebrando o recorde histórico desde que as medições começaram a ser feitas, em 1911.

O calor cuiabano virou um dos assuntos mais comentados do Twitter. Muitos internautas fizeram memes, outros, no entanto, aproveitaram para reclamar e compartilhar imagens da temperatura no interior de carros que ultrapassavam os 50ºC. 

De acordo com o ‘Hot Cities’, site que monitora as temperaturas do mundo a partir de serviços de medição, Cuiabá foi a cidade mais quente do mundo por volta das 15h30 daquele dia.

O professor de Climatologia do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), doutor Rodrigo Marques, explica ao Olhar Direto que o calor fora do normal foi influenciado por anticiclones, centros de alta pressão atmosférica onde os ventos possuem movimentos anti-horário, diferente dos ciclones que giram no sentido horário. 

As chuvas começaram em setembro, mesmo que tímidas. No entanto, não foi suficiente para dar fim ao intenso calor. O climatologista diz que no último dia 20, a estação automática não chegou a registrar 1 milímetro. Já a convencional apontou 1 mm no dia 20 e 5.8 mm no dia 24. O volume ainda é considerado baixo.

“As chuvas devem começar a ter seu ritmo normal após a primeira quinzena de outubro”, acrescenta Rodrigo Marques.

FONTE: OLHAR DIRETO

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