PF cumpre mandatos contra vereador suspeito de negociar lotes do Incra em Rosário Oeste

REPRODUÇÃO

Agentes da Polícia Federal acordaram, na manhã desta quarta-feira, o vereador João Augusto de Arruda, conhecido como Tito, em sua residência, no assentamento do Incra denominado Forquilha do Rio Manso, em Rosário Oeste. A presença dos federais na localidade despertou a curiosidade dos moradores e a notícia espalhou rápido como rastilho de pólvora. Todos queriam saber o motivo da visita inesperada da força policial na casa do emblemático e controvertido vereador Tito.

Não é segredo para ninguém que o vereador assumiu o comando político do assentamento, onde apenas ele e sua esposa, que dirige uma associação chamada Entre Rios, ditam as regras e negociam com deputados e com a direção do Incra. Recentemente, uma mulher, que alega ter sofrido prejuízos sob a promessa de ser assentada e ter um lote regularizado, ofertou representação na Câmara Municipal de Rosário Oeste com pedido de cassação do mandato de Tito. O pedido foi reprovado pelos vereadores.

O assentamento Forquilha do Rio Manso é rico em histórias, que vão de assassinato a ocupação ilegal e comercialização de Lotes. Uma das filhas do vereador teve que desocupar um lote e, por desacato, chegou a ser detida por uma guarnição da Polícia Militar.

Denuncias de irregularidades no assentamento chegam com frequência na Ouvidoria do Incra, no MPF e na Polícia Federal. Nesta quarta, os gentes cumpriram mando judicial de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador Tito. O material apreendido será analisado e pode servir de base para elucidar muitas das denuncias que pesam contra Tito e sua esposa.

"Existem denuncias de venda de área pública do governo federal, falsificação de documento para atestar o tempo de ocupação da área, favorecimento de terceiros, uso de documento falso, entre outras condutas vedadas por lei", afirmou uma fonte deste site.

A operação policial pode esclarecer também a suposta leniência do Incra para com os mandos e desmandos de Tito no domínio político do assentamento. "Ele usa o assentamento como se fosse propriedade dele, lá ele dita as regras e quem não obedece sofre represália", afirmou um assetado, sob condição de anonimato.

Nossa reportagem entrou em contato com Tito, mas não foi atendida. O Incra ainda não se manifestou sobre a operação da PF na Forquilha do Rio Manso. Nossa reportagem vai acompanhar esse caso, como já vem acompanhando há tempo.




FONTE: Edésio Adorno - A Bronca Popular

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