SEGUNDA ONDA: Patologista Natasha Slhessarenko alerta população para manter as ‘seis regras de ouro’ de prevenção à Covid-19


Mato Grosso registrou um aumento de 40% nos casos de Covid-19 nos primeiros 10 dias de dezembro em relação ao mês de novembro de 2020, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde. Chamada de segunda onda da Covid, esta fase, de acordo com a pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, é resultado do relaxamento das pessoas em relação às seis ‘regras de ouro’ de prevenção ao vírus.

De acordo com a especialista, as seis regras são: usar máscara, manter o distanciamento de 1,5 m entre uma pessoa e outra, lavar sempre as mãos com água e sabão ou usar frequentemente álcool gel, manter os ambientes arejados, evitar aglomerações e ficar em casa se estiver resfriado.

“Com certeza absoluta, as seis regras de ouro valem e elas são as mais importantes do ponto de vista sanitário para evitar a contaminação”, observa a médica, lamentando que a população tenha relaxado em relação aos cuidados, o que provocou a segunda onda do vírus.

A especialista observa que as pessoas precisam ter a consciência de que vai ser um Natal diferente, a exemplo do que ocorreu ao longo do ano, e que cada um precisa ter a a responsabilidade a prevenção.

“É importante ter o equilíbrio entre a prevenção e a economia, mas vale a regra se puder fique em casa, se reinvente, assista live, tome cerveja e seu drink em casa, faça confraternização on line...”, pontua Natasha Slhessarenko, alertando que os novos casos têm acometido principalmente pessoas entre 19 e 39 anos, que são jovens que foram para a balada, ficaram em bares e restaurantes e depois ainda levaram o vírus para o lar.

Sobre os casos de reinfecção, a patologista frisa que há 28 descritos e confirmados em todo o mundo, sendo um deles no Brasil, e uma série de outros sendo estudados. Porém, essa imunidade que as pessoas tanto buscam para reinfecção pode não ser duradoura, mas segundo Dra. Natasha existem regras para reinfecção.

“É importante procurar o médico, colher o PCR, pegar o primeiro e o segundo PCR que deu positivo, o médico fazer investigação epidemiológica, encaminhar o material para a Vigilância Sanitária, que é enviado para São Paulo onde será verificado o sequenciamento para ver se se trata de uma reinfecção”, acrescenta a médica, que representa Mato Grosso no Conselho Federal de Medicina (CFM).

POR SANDRA CARVALHO