Mesmo com aumento de casos, Sorriso tem retorno das aulas presenciais

Assessoria

Secretaria de Educação e Cultura (Semec) de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) anunciou nesta segunda-feira (25) retorno às aulas presenciais no município a partir do dia 8 de fevereiro. Esse é o primeiro município de Mato Grosso a decidir pelo retorno às escolas, mesmo que em regime de revezamento. Outras prefeituras têm acompanhado a decisão do Estado de manter as aulas apenas virtuais por causa do aumento dos casos de covid-19. 

Conforme comunicado feito pela prefeitura, lideranças do Executivo municipal, do Sindicato de Servidores Públicos Municipais de Sorriso (Sinsems) e da Câmara de Vereadores votaram, por unanimidade, a favor do retorno presencial do ensino na cidade na manhã desta segunda. A medida foi tomada apenas 3 dias depois do município anunciar que as aulas retornariam somente de forma presencial a partir do dia primeiro de fevereiro.

Com a nova decisão, os mais de 15,5 mil estudantes de unidades de ensino do município, matriculados em 22 escolas e 13 Cemeis, retornarão às aulas de forma escalonada, gradativa e seguindo o modelo híbrido de ensino. Conforme a pasta, o modelo de retorno adotado será capaz de criar "bolhas" de isolamento para que nem todos os alunos voltem simultaneamente e causem aglomerações.

Segundo a Prefeitura, os estudantes que optarem por não retornar presencialmente não serão prejudicados, uma vez que eles terão a opção do ensino remoto. Além disso, os profissionais da educação que foram dos grupos de risco também não serão obrigados a participarem do retorno neste momento.

No comunicado da Prefeitura, a secretária municipal de Educação e Cultura, Lúcia Drechsler, apontou que a maioria dos profissionais foi a favor do retorno. "Fizemos uma pesquisa e dentro do universo de 692 profissionais que responderam, 525 afirmaram que querem retornar à sala de aula e, mais uma vez, de forma prudente e democrática, debatemos este assunto".

Decisão do município pelo retorno das aulas presenciais vai na contramão da postura adotada pela Seduc, que decidiu, após consulta pública, pela manutenção do ensino remoto. A deliberação da pasta foi tomada considerando a opinião dos pais de alunos, que entenderam que Mato Grosso tem apresentado números diários significativos de morte e novos contágios pelo vírus, tornando inviável o retorno das aulas neste momento.

Contudo, a decisão final sobre a volta às aulas nos municípios é deliberado pelas prefeituras. A reportagem tentou contato com a secretária Lúcia Drechsler para discutir se o retorno foi discutido com os pais dos alunos, mas até a publicação da matéria não houve retorno sobre a demanda.

GAZETA DIGITAL

0/Faça seu comentário