Senadores de Mato Grosso custaram mais de R$ 600 mil aos cofres públicos

Reprodução/Montagem

Os três senadores de Mato Grosso gastaram juntos R$ 637.394,62 da cota parlamentar em 2020, de acordo com informações do Portal Transparência do Senado. Wellington Fagundes (PL) foi o parlamentar mais caro aos cofres públicos, gastando mais de R$ 300 mil.

A cota parlamentar é uma verba para senadores ou deputados usarem para bancar custos do mandato, como aluguel de escritório e carro, alimentação, passagens áreas, combustíveis e demais despesas.

Segundo os dados, somente com contratação de serviços de apoio ao parlamentar, Wellington teve despesas de R$ 120 mil. Em seguida, gastou R$ 94.474,46 com aluguel de imóveis para escritório político. Com locação e hospedagem, foram R$ 67.309,51 e R$ 16.436,11 com passagens aéreas. Divulgação da atividade parlamentar foi a “menor” despesa do senador, avaliado em R$ 9,5 mil.

Na segunda posição vem o senador eleito que era interino e depois ganhou o cargo nas eleições suplementares, Carlos Fávaro (PDS), com despesas de R$ 203.617,78. Curiosamente, seu maior gasto está com divulgação da atividade parlamentar – bem no ano em que ele saiu candidato -, avaliado em R$ 68.278,52.

O segundo maior gasto de Fávaro foi com contratação de serviços de apoio ao parlamentar, de R$ 54.333,33. Aluguel de imóveis para escritório político foi de R$ 36,534,47, enquanto locomoção e hospedagem R$ 23.581. Passagens áreas de Fávaro custaram R$ 14.630 e aquisição de material de consumo, R$ 6.259,24.

Por último lugar – mas não menos caro – vem Jayme Campos (DEM). O parlamentar custou R$ 85.993,16 aos cofres público em 12 meses. Disparado, o maior gasto de Jayme foi com passagens áreas, que totalizaram R$ 46.812,00. Ele utilizou R$ 20.500,00 para gastar com divulgação de atividade parlamentar.

O aluguel de imóveis do senador custou R$ 10.858,00, enquanto locomoção e hospedagem, R$ 6.348,00. O menor gasto foi com aquisição de material de consumo, estimado em R$ 1,473,74.

Apesar do valor elevado gasto pelos senadores em 2020, na comparação com 2019 houve uma redução nas despesas da cota parlamentar por causa da pandemia da covid-19. Enquanto em 2020 eles gastaram  R$ 637,3 mil, em 2019 a cota parlamentar para Mato Grosso totalizou R$ 1,06 milhão. 

Em 2019 também foi Wellington Fagundes quem teve o mandato mais caro. O senador usou R$ 444.796,63 ano passado, seguido de Selma Arruda – antes de ser cassada - com R$ 355.331,76 em gastos. Jayme Campos usou R$ 260.142,28.

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