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Saúde FUTURO INCERTO

Fim da pandemia depende da cobertura vacinal e consciência da população

Março de 2022 completa dois anos de pandemia no Brasil.

03/01/2022 às 10h36
Por: Redação Fonte: GAZETA DIGITAL
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Tomaz Silva/Agência Brasi
Tomaz Silva/Agência Brasi

Março de 2022 completa dois anos de pandemia no Brasil. De maneira geral, a avaliação sobre o futuro da pandemia é incerto. Contudo, da visão de infectologistas, o cenário em 2022 vai depender da cobertura vacinal e da adoção de novos hábitos de convivência.

“A vacinação não pode ser uma decisão individual, tem que ser coletiva, porque impacta na vida de muitas pessoas”, alerta a médica.

De acordo a médica Natasha Slhessarenko, atualmente vivemos um cenário da pandemia diferente de um ano atrás, já que hoje temos vacina contra a covid-19. A chegada do imunizante trouxe uma maior segurança, já que a situação epidemiológica está mais controlada e o número de óbitos reduziu. 

Contudo, a baixa cobertura vacinal, seja no Brasil ou outros países, pode contribuir com o aparecimento de novas variantes. “É claro que ainda não acabou a pandemia, especialmente porque países do continente africano não tem vacina e isso torna um ambiente extremamente propício das variantes, ao surgirem novas variantes a preocupação é: as vacinas imunizam essas variantes? os testes disponíveis conseguem faze a detecção?”, questiona.

Há 5 variantes que devemos nos preocupar, conforme conta: a variante Alpha, descrita no Reino Unido; Beta, na África do Sul; Delta, na Índia; Gama, no Brasil e agora a Ômicron. Todas essas variantes fazem parte da própria biologia do vírus. “É como se fosse tirar xérox. Vão tirando e umas ficam boas e outras ruins”, explica Slhessarenko.

Há 5 variantes que devemos nos preocupar, conforme conta: a variante Alpha, descrita no Reino Unido; Beta, na África do Sul; Delta, na Índia; Gama, no Brasil e agora a Ômicron. Todas essas variantes fazem parte da própria biologia do vírus. “É como se fosse tirar xérox. Vão tirando e umas ficam boas e outras ruins”, explica Slhessarenko.

A Ômicron, por exemplo, tem alta taxa de transmissibilidade. “Enquanto a cepa antiga, a cada 1 infectado transmitia pra 2 ou 2,5 pessoas, essa nova transmite até 7 pessoas”, adverte. Porém, a doença tem apresentado menor gravidade ou mortalidade.

Mesmo assim, o momento exige que a população não relaxe com os cuidados de higiene e, principalmente, procurem se vacinar.

“Temos que esperar que as coberturas vacinais atinjam altas taxas. Esperar que os países que não tem vacina recebem dos mais ricos para vacinar, porque mais do que nunca, a humanidade precisa entender que todos precisam vacinar”, reforça a infectologista.

Caso não ocorra uma consciência coletiva, as variantes não vão parar de aparecer. “Vai continuar surgindo variantes, até que surja uma variante altamente letal e tenhamos problemas sérios”.

Surto de gripe

O surto de gripe, em especial o vírus  H2N3, pode ter ocorrido por conta do relaxamento das medidas de biossegurança. A infectologista explica que os sintomas gripais costumam aparecer no inverno, porém, começaram a aparecer atipicamente neste verão.

O motivo? Baixa cobertura vacinal da imunizante contra a Influenza neste ano.

“Essa infecção pela gripe está vindo muito fora do prazo, geralmente acontecem em maio, junho, julho... Meses de inverno. E veio no verão, exatamente por isso, completamente fora de todo o esperado”.

O futuro

Para o futuro, Slhessarenko observa que o uso de máscaras, lavar as mãos e evitar aglomerações continuará a perdurar por muito tempo. Inclusive, esses são cuidados que temos que levar agora para a nossa cultura.

“Vamos precisar usar mascara e distanciamento por muito tempo, os orientais usam mascara o tempo todo, faz parte da cultura deles, pra proteger a si e o próximo e o mundo todo vai ter que usar mais máscara, além de medidas não farmacológicas por muito tempo”, relata.

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